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Lesões na caverna

A arte de pensar fez de pessoas comuns, personalidades admiradas ao longo da história. Alguns pensamentos já muito estudados, conhecido de intelectuais, provam cada vez mais o comodismo e a limitação humana que os impede de tirarem as tapas e enxergar o mundo real. A falta de dinamismo e a solidez das opiniões formadas, aliadas a preguiça da busca das informações na sua origem (a verdade), formam os grilhões que até hoje nos forjam, contradizendo nosso "Hino da independência". Quem viu Matrix, imagine quantas pessoas tem coragem de tomar o comprimido da lucidez na vida real? Quem estaria disposto a vomitar ao encarar a realidade?Baseia-se na imprensa que aí está quem quiser. Façam as comparações de números entre os governos quem quiser. Para mim, a alegoria da caverna que é conhecida como um mito, é exatamente a expressão do que vivemos hoje. Platão descreveu entre 380-370 a.C. uma situação cuja humanidade não conseguiu sair, cerca de 2500 anos depois. Será que infelizmente estamos fadados a reconhecer os grandes ganhos, evoluções responsáveis, apenas muitos anos depois? Será que a sina humana é aprender apenas com a história após muitos anos passados? Quantos "Jesus Cristos" mataremos? Quantas inquisições faremos? Quantos gênios serão sacrificados por dizerem que o planeta é redondo? Pior que tudo isso, quantos anos teremos até nos libertarmos das correntes da caverna? É tão comodo para quem está preso a caverna, quanto a quem mantém os presos na caverna.

Lutar contra o comodismo deve ser sempre o objetivo número um da humanidade, caso realmente queira evoluir de forma objetiva através dos tempos. A embriagueis é mais confortável que a lucidez, mas não evolui e causa lesões irreversíveis.

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