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Eles querem o impeachment

Parece que a crise tende a se arrefecer, depois que o mandato de José Dirceu foi cassado e que a popularidade do Presidente Luís Inácio Lula da Silva teve uma queda significativa. Mas não se enganem quem pensa que para por aí. Eles querem o impeachment e não ficará apenas no que ficou. É possível que a oposição e a imprensa siga batendo no governo de forma menos intensa, mas, certamente se o governo conseguir reverter o quadro de declínio de intenções de voto, ou se perceberem que há chances disso acontecer, eles não vacilarão em pedir o impedimento do Presidente, haja ou não fatos ou provas de qualquer coisa. É muito fáciu juntar um amontoado de fatos isolados, de forma a parecerem indícios de qualquer coisa e dizerem até que há provas, como muitas vezes o fizeram.

Acompanhando as opiniões dos analistas políticos que estão ligados a grande mídia, percebí um aumento na quantidade de jornalistas preocupados com o fato de a CPI não conseguir provar nada do que foi denunciado. Ouvi ontem na CBN, a opinião de Franklin Martins, de que "ficará ainda mais ridículo" para a CPI se não conseguir provas efetivas de onde veio e para onde foi o dinheiro do "Valerioduto", e que até agora, houveram apenas inúmeras teses, cada dia uma diferente, mas que ninguém provou nada ainda, preto-no-branco mesmo, além do famigerado "caixa-dois" assumido por Delúbio Soares.

Será então que há um golpismo no ar? Assistindo ao programa do Jô das quatas-feiras, com o quadro de entrvistas que chamou de "As meninas do Jô" (quadro este que não perco, apenas para entender a que ponto chegou nossa imprensa), a jornalista e cientista política Lúcia Hipólito afirmando que não pode haver um "golpismo", porque os militares não teriam forças para isto! tsc, tsc... Seria, da parte dela, ignorância ou ma fé? Não me peçam para acreditar que alguém do nível dela não sabe que existem muitas formas de "golpe". Se hoje não há a "força" do poderil militar, ou se não é conviniente, hoje á a "força" dos meios de comunicação em massa, que se unidos, por razões óbvias, são muito mais poderosos em tempos de democracia (se é que ela existe efetivamente) do que qualquer General.

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