Pular para o conteúdo principal

As derrotas do Brasil

Quem estiver um pouco ligado no senário político, deve ter percebido o mais novo político histérico do senado. Não é a senadora do PSol não. O ex-elegante senador tucano Artur Virgílio (PSDB/AM), que outrora qualificara o Presidente de "corrupto ou incompetente", que por diversas vezes vem dizendo que a oposição vota contra os projetos para "impor uma derrota ao governo", e que chegou ao cume de dizer que iria "bater" no Presidente, agora teve novamente a pachorra de dizer em uma entrevista que não aceitará mais acordos com o governo e que "ou o governo tem os votos que precisa ou não aprova mais nada e ponto final". Ou seja, o país que se dane.

Assistimos novamente a interminável novela da "burríce" vencendo a razão, no cotidiano de nossa política. Antigos críticos da ação do PT na oposição, cansaram de rotulá-lo de "baderneiro", quando não votavam os projetos do governo, segundo o próprio por questões de idéias divergentes, os atuais caras-de-pau não conseguem nem inventar um motivo qualquer. Simplesmente dizem que não vão votar para ver o governo se dar mal. Será que é só o governo quem perde com ísso? Pior é que eles são os que antes estavam no governo e não podem se dar ao luxo nem de tentar se justificar por serem inexperientes. Ou seja, é má fé no duro.

Agora, estamos perdento a chamada "super-receita". Os neo-paladinos da ética, estão beneficiando os sonegadores em detrimento do interesse público. Não votam porque dizem que é uma medida provisória, mas não aceitam transformar em projeto de lei. O país da impunidade é também o da contradição, que enquanto tem a Polícia Federal e a justiça trabalhando contra os sonegadores, tem um (ou meio) congresso favorecendo.

Mas e a imprensa, como fica? Já até prevejo as manchetes de amanhã: "Governo sofre mais uma derrota". E depois vamos assistir alguém malhar o PT porque fez caixa dois. Santa hipocrisia! A imprensa não precisaria nem ser "investigativa" para poder prestar o grande serviço a nação, de lhe abrir os olhos e mostrar quem está perdendo com esta atitude do quanto pior melhor.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

AS DUAS ÉTICAS DE IZAR

"Encarregado de julgar seus pares, o deputado levou a Câmara a contratar um aliado político condenado por corrupção" Por Mauricio Stycer . Colaborou Leandro Fortes da revista Carta Capital Leia

Manchetes tendenciosas

Que a imprensa Brasileira é simpática aos políticos tidos como "centro-direita" é de conhecimento de qualquer cidadão que acompanha o cotidiano político do país. Mas tem alguns meios de comunicação já passaram do ridículo. A revista Veja e o jornal Folha de São Paulo, ambos do Grupo Abril, dão sinais claros de panfletagem barata capazes de jogarem "areia" nos olhos apenas de seus leitores mais alienados. Coisas como as que vejo hoje, cancei de denunciar ao Ombudsman do jornaleco (Marcelo Beraba, jornalista respeitadíssimo), que já deve estar cansado assim como eu. Em algumas oportunidades, o editorial do jornal faz seu `mea culpa´, mas no minuto seguinte está postando outro lixo digno de tablóides marrons. No exemplo de hoje, (apartir de agora vou denunciar aqui neste Blog), o jornaleco posta a seguinte manchete: "Serra venceria Lula, mas diferença está dentro da margem de erro" O Link para conferir é: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u74067....

O ódio de classe da burguesia brasileira

"A gente vai se ver livre desta raça (sic), por, pelo menos, 30 anos", disse o senador Jorge Bornhausen (PFL). Ele merece processo por discriminação, embora no seu meio - de fascistas e banqueiros - é usual referir-se ao povo dessa maneira - são "negros", "pobres", "sujos", "brutos". “A gente vai se ver livre desta raça (sic), por, pelo menos, 30 anos” (Jorge Bornhausen, senador racista e banqueiro do PFL) ---- por Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História". Da Agência Carta Maior.